Brigadeiros Gourmet virá ótima opção para presente

Brigadeiros Gourmet virá ótima opção para presente

Com pouco tempo no mercado, a Brigaderia já é uma das maiores do setor. Só em 2011, a empresa faturou R$ 10 milhões. De acordo com a criadora da marca, Taciana Kalili, 35, uma das explicações para o sucesso foi a escolha dos pontos comerciais.

Todas as dez unidades de venda estão localizadas em shoppings e aeroportos de grande fluxo de pessoas, com predominância do público das classes A e B. “Foi uma estratégia muito bem pensada. Optamos por trabalhar com ingredientes importados, o que aumenta custo do produto final”, diz.

A expansão da rede incluiu também a ampliação da fábrica, que atualmente produz 10 mil brigadeiros por dia. No total, a empresária investiu, aproximadamente, R$ 3,5 milhões na expansão.

Embalagem estilizada transformou doce em opção de presente

Kalili começou o negócio de maneira informal, vendendo o doce sob encomendas. No Natal de 2009, ela decidiu testar o brigadeiro como presente e colocou o produto em embalagens estilizadas.

A novidade agradou e foi aí que ela percebeu uma brecha para entrar no mercado, em 2010. “Desde o inicio pensei em agregar valor ao brigadeiro. Investi no visual da loja e em embalagens com estilo. As pessoas passaram a ver [o doce] como ótima opção de presente”, afirma.

Além dos brigadeiros, a Brigaderia comercializa outros produtos exclusivos ligados ao consumo do doce, como canecas, colheres, porcelanas, caçarolas e embalagens. Porém, os brigadeiros ainda são o carro-chefe da empresa e 20% do faturamento é obtido com a venda deles para eventos.

Para se manter no mercado, Kalili pretende ampliar o número de lojas e inaugurar a segunda fábrica, em setembro. “Vai ser uma espécie de ‘Fantástica Fábrica de Brigadeiros’, aberta à visitação do público”, declara.

Empresária se capacita para profissionalizar atividade

Também de modo informal, a empresária Juliana Motter, 35, começou a vender os primeiros brigadeiros sob encomendas, em 2007. apenas em 2010, com o aumento da demanda, ela viu a necessidade de abrir uma loja, a Maria Brigadeiro.

Motter aprendeu a preparar o doce com a avó, mas precisou de muito estudo para profissionalizar a atividade. Durante dez anos, trabalhou como jornalista e se especializou em gastronomia. Até fez faculdade na área, momento em que percebeu que o doce típico brasileiro não era valorizado.

“Não havia aulas específicas para brigadeiros nos cursos que fiz. Ele era subaproveitado nas festas infantis. Toda técnica que aprendia em outras receitas, aplicava por conta própria no brigadeiro”, diz.

Como diferencial, a empresária aposta no brigadeiro gourmet, feito na hora e de forma artesanal. “Para ter sucesso, não basta só colocar o produto dentro de uma caixa, ele tem de ter sabor e qualidade, senão o cliente não compra outra vez”, afirma Motter.