Jovem fatura 10 milhões vendendo Brigadeiros Gourmet

Doce típico brasileiro famoso nas festas infantis, o brigadeiro ganhou espaço no mercado. Nos últimos dois anos, algumas empresas, como a Brigaderia e a Maria Brigadeiro, especializaram-se em criar receitas e sabores diferentes para o produto e estão faturando milhões.

A visibilidade alcançada fez surgir lojas especializadas. Em pouco tempo, elas conquistaram as principais capitais brasileiras e também atingiram boa saúde financeira. Mesmo com o aumento da concorrência. A mineira Taciana Kalili, 34 anos, viu o despretensioso negócio deslanchar. Radicada em São Paulo, a ex-produtora de moda começou como boa parte dos profissionais do ramo: informalmente. O sucesso de seus brigadeiros, porém, foi retumbante e ela decidiu investir em uma loja.

De acordo com a criadora da marca, Taciana Kalili, uma das explicações para o sucesso foi a escolha dos pontos comerciais

Com pouco tempo no mercado, a Brigaderia já é uma das maiores do setor. Só em 2011, a empresa faturou R$ 10 milhões e no ano seguintacianate faturou R$13 milhões .

Todas as dez unidades de venda estão localizadas em shoppings e aeroportos de grande fluxo de pessoas, com predominância do público das classes A e B. “Foi uma estratégia muito bem pensada. Optamos por trabalhar com ingredientes importados, o que aumenta custo do produto final”, diz.

A expansão da rede incluiu também a ampliação da fábrica, que atualmente produz 10 mil brigadeiros por dia. No total, a empresária investiu, aproximadamente, R$ 3,5 milhões na expansão.

O velho conhecido dos brasileiros está tão pop que foi considerado tendência mundial no ano passado em pesquisa realizada pela agência de publicidade J.W. Thompsom. O doce também virou assunto no The New York Times. A publicação o destacou como um ícone brasileiro que começa a fazer a cabeça dos norte-americanos. “O produto é muito versátil e tem uma receita fácil, que aceita adaptações”, diz Fabiana Fairbanks, executiva de marketing de lácteos da Nestlé, maior fabricante no Brasil de leite condensado, matéria-prima usada no preparo do doce.

Taciana investe em sua fábrica para reduzir custos, mas há empresários que apostam na maneira como o doce é apresentado ao consumidor para ganhar espaço.

O Ateliêr M. Azevedo, de São Paulo, até pouco tempo atrás vendia somente brigadeiro de colher em embalagens não convencionais, como potes e bisnagas. “Com o tempo, os clientes começaram a pedir para que eu também fizesse as famosas bolinhas”, diz Mari Azevedo, proprietária do estabelecimento.

A família portuguesa Rodrigues, que comanda a empresa Beijo Doce, no entanto, não pensa em vender brigadeiro no formato tradicional tão cedo.